Wearables: conheça 10 tecnologias vestíveis que podem ser úteis em sua viagem

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O proeminente mercado dos wearables – tecnologias vestíveis, como roupas, relógios, óculos, fones e sapatos inteligentes – já é uma realidade e a tendência é crescer ainda mais. Segundo dados divulgados pela IDC, empresa de análise de dados mercadológicos, só neste ano o mercado deve alcançar 124,9 milhões de vendas, um aumento de 8,2% comparado a 2017. A indústria dos smartwatches, como o Apple Watch, e das roupas esportivas saem na frente.

No entanto, há toda uma gama diversificada de produtos que podem nos auxiliar no dia a dia. Abaixo, selecionamos dez wearables que podem ser bastante úteis em sua viagem e já estão à venda.

Hot and Cold

O Embr Wave é uma pulseira que aquece ou refresca o corpo através de um botão que ativa a “injeção” de alívio térmico imediato. O aparelho oferece até 16 níveis de temperatura, do “muito quente” ao “muito frio”, com uma bateria que dura até três dias.  A “mágica” acontece porque Sam Shames, Matt Smith e David Cohen-Tanugios, cofundadores da start-up Embr Labs, pesquisaram sobre a ciência acerca da temperatura do corpo humano e descobriram que esquentar ou esfriar um único ponto (no caso, o pulso) é o suficiente para levar o foco do corpo dispensando o desconforto térmico sem necessariamente mudar a temperatura do corpo todo, levando em conta nossa habilidade natural de reagir a mudanças súbitas de temperatura. A pulseira inteligente custa US$ 299 e, se você está com viagem marcada para os EUA ou Canadá, poderá adquirir a sua, pois está disponível para entrega somente nos dois países – compre aqui.

Jaqueta touch

Se você pretende fazer passeios de bicicleta em sua viagem, a Commuter Trucker Jacket, da colaboração entre Google e Levi’s, pode ser bem eficaz. Feita especialmente para ciclistas, a jaqueta inteligente, fruto do Project Jacquard (projeto de wearables da Google que visa inserir tecnologia em tecidos), permite receber direções de apps como Google Maps e Waze, ouvir e mudar de música no Spotify, Apple Music e afins, e também responder chamadas enquanto pedala. Tudo isso tocando na própria jaqueta, num pedaço do tecido que funciona como uma tela sensível ao toque e fica próxima à manga. O jeans é fabricado com uma fibra condutora e a sensibilidade ao toque é possível graças à conexão com a tag Jacquard, um componente flexível de plástico como se fosse um pendrive, para que seja removível e não o danifique durante a lavagem. A tag possui uma bateria que dura até dois dias, uma antena bluetooth pareada com o aplicativo, além do LED, que informa se o pareamento foi bem sucedido e alerta notificações. A jaqueta está disponível por US$ 350 na loja virtual americana da Levi’s, que entrega no Brasil.

Fone tradutor

Se comunicar em outros idiomas é um problema em suas viagens? Esses fones da Waverly Labs podem facilitar sua vida: eles traduzem instantaneamente até 15 línguas diferentes! Cada interlocutor fica com um fone (por enquanto, o software permite somente dois usuários), ambos precisam ter o app da Waverly em seus respectivos smartphones, que está disponível gratuitamente na Play e na App Store, para que a conversa seja sincronizada através de um QR code que será gerado. Então, basta pressionar o botão do aplicativo e falar no microfone do fone que a tradução, embora com alguns segundos de delay, será enviada em texto para o celular do segundo interlocutor; se ele tiver seu próprio fone, melhor ainda, pois, em vez de ler, ouvirá a tradução. Claro, dialetos muito específicos, gírias e determinados nomes podem não ser traduzidos corretamente. Por enquanto os fones funcionam somente conectados à internet, entretanto a empresa já está trabalhando em sua versão off-line.

Além disso, também podem ser usados como os usuais fones de ouvido sem fio para ouvir música. Disponível nas cores preto, branco e vermelho, com silicones de diferentes tamanhos para adaptar-se ao ouvido e ainda uma embalagem que recarrega a bateria, que dura de três a quatro horas, custam US$ 249 e estão disponíveis para encomenda na loja virtual da Waverly Labs, que entrega no Brasil.

Óculos inteligente

Normalmente os óculos inteligentes – como o Gooogle Glass, por exemplo – têm um design um pouco diferente dos óculos normais (com câmeras e afins), além de seu uso ser limitado, já que muitos deles misturam realidade virtual ao campo visual. E foi exatamente isso o que incomodou Aaron Rowley, cofundador da empresa de tecnologia Vigo, e sua equipe. Ele queria mesmo um smart glass que não fosse tão incomum usá-lo no dia a dia. Daí surgiu o Vue, óculos inteligente que não afeta em nada o campo visual e tem funções que auxiliam sua rotina, seja durante viagem ou não. Isto porque, em geral, possui duas funções principais: medidor de atividade física, que monitora distâncias percorridas e calorias gastas, e (o melhor!) fornece áudio pela chamada bone conduction, um sistema que emite vibrações mecânicas através dos ossos intracranianos.

Isto é, o som vai direto para o ouvido interno e não prejudica o canal auditivo, o que traz duas vantagens: pode ser usado em qualquer volume sem prejudicar a saúde auditiva (quando usado muito alto, pessoas ao redor podem ocasionalmente ouvir) além de não bloquear os sons externos, mantendo a clareza do som, o que te deixa atento para quando estiver fazendo atividades físicas na rua, por exemplo, ou receber direções de apps como Waze e Google Maps, já que ele se conecta ao celular via bluetooth. O óculos, que é resistente à água e possui bateria que dura de dois a três dias, também possibilita comandos com apenas um toque na haste direita (que você pode personalizar no app Vue). Disponível em dois modelos (podendo ser com ou sem grau, ou de sol), custa US$ 249 e, por enquanto, pode ser apenas encomendado na loja virtual, que entrega no Brasil.

Jaqueta de viagem

Esta jaqueta é perfeita para frequentar aeroportos. Ela foi pensada exatamente para viagens: possui 15 compartimentos para guardar passaporte, óculos, celular, tablet, carregador, fones de ouvido, caneta, bebida, entre outros, além de vir com luvas, máscara de dormir e almofada inflável de pescoço. Disponível em quatro modelos (blazer, corta-vento, bomber e moletom), o preço varia de US$ 149.99 a US$ 199.99 na loja virtual da Baubax, que entrega no Brasil.

Cyborg

Este não é exatamente um wearable para chamar de seu, mas uma tecnologia que aponta para um futuro muito próximo, com diversas possibilidades de uso. Trata-se do microchip acoplado no próprio corpo. E se você está com viagem marcada para Suécia e por ventura embarcar nos trens da companhia sueca SJ Railways, provavelmente usará um deles. Isto porque a empresa está usando-os como alternativa às passagens ferroviárias impressas. Ao comprar o tíquete, cada passageiro ganha um número de associação que é armazenado no microchip. Através da tecnologia NFC (Near-Field Communication, a mesma usada pelo Apple ou Android Pay) as informações são transmitidas do chip para o app. Assim, as informações são monitoradas e atualizadas em tempo real e, quando o condutor percorrer o vagão para conferir as passagens, basta estender a mão que o leitor irá verificar os dados. Segundo a empresa, cerca de 3000 passageiros já fazem uso deste recurso.

Mochila carregadora

Ter uma mochila que carrega a bateria dos dispositivos não seria nada mal – e ela existe! A responsável por dar vida ao acessório foi a designer holandesa Pauline van Dongen, especialista em wearables, em colaboração com Eva de Laat, sua amiga de profissão. Feita com um único pedaço de jérsei de dupla camada desenvolvido no laboratório de pesquisa Santoni, em Xangai, a mochila Radius possui uma alça com pequenas contas que utilizam tecnologia de energia solar. “Este material mágico tem poderes secretos: cada conta é uma minúscula célula solar esférica tecida no próprio tecido, criando uma única fibra que coleta energia”, explicou a designer ao site Dezeen, sobre o material desenvolvido pela Sphelar Power, empresa japonesa especialista em equipamentos que usam energia solar. No bolso superior, há um fecho magnético com um cabo à la USB que pode carregar seu celular, tablet e outros. Com preço sob consulta, a peça pode ser encomendada pelo e-mail sales@paulinevandongen.nl.

Salva-vidas

Pensada para aqueles que viajam muito, seja a trabalho ou turismo, e que podem se encontrar sozinhos em situação de emergência, o bracelete “salva-vidas” Life Code compila num dispositivo USB todas as informações médicas, como histórico de tratamentos realizados, cirurgias, procedimentos, doenças e exames laboratoriais de até quatro usuários em sete idiomas. O usuário pode escolher quais informações podem ser exportadas para o computador. Resistente a impactos e à prova d’água, o bracelete custa R$ 199 no loja virtual da empresa.

Adaptando-se

A jaqueta Mercury, da start-up de Boston Ministry of Supply, possui dois termômetros (um interno e outro externo) e um acelerômetro, que medem a temperatura e o movimento. Um microcontrolador processa as informações obtidas pelo acelerômetro e, a partir disso, cria o que a empresa chama de “microclima” individual através de um processo chamado aquecimento resistivo: são três almofadas de fibra de carbono que aquecem. Ou seja, a jaqueta, que é impermeável, vai equilibrando a temperatura externa com a interna, adaptando-se e otimizando a produção de calor (que leva cerca de 90 segundos para aquecer e chega a até 57º C, funcionando por, no máximo, quatro horas) conforme necessário à temperatura corporal. E tem mais: também possui recursos de controle de voz utilizando a assistente inteligente da Amazon, Alexa, permitindo que quem a vestir pré-aqueça a jaqueta antes mesmo de usá-la, ou então inserir suas preferências no app e, por meio de inteligência artificial, a peça vai captando as informações para prevê-las ao longo do tempo. Precisa carregar seu celular? Há dois bolsos extras para esquentar as mãos onde há integrado um carregador de celular sem fio. A peça está disponível apenas para encomenda por US$ 425 na loja virtual da marca, que entrega no Brasil.

Jaqueta SOS

Gosta de atividades em baixas temperaturas? A jaqueta Lake Tahoe da Nu Down é uma ótima sugestão. Feita especialmente para fazer esportes como esqui, por exemplo, a peça é produzida com a tecnologia PrimaLoft Gold, que permite o isolamento térmico através da microfibra ultrafina, deixando-a leve e macia. Ao longo da peça são formados pequenos bolsos de ar que, ao apertar uma pequena bombinha de ar localizada na parte interna da peça, inflam-se aumentando ainda mais o isolamento térmico. Dependendo da temperatura, é possível escolher quantos bolsos de ar serão ativados. Além disso, a jaqueta possui outra tecnologia: a Recco, que possibilita, em caso de emergência (como avalanches na montanha, por exemplo), contatar serviços de emergência (são mais de 700 ao redor do mundo) ao compartilhar sua localização. A Lake Tahoe custa US$ 280 e está disponível no e-commerce da marca, que entrega no Brasil.